O conceito de limite está fundamentado sobre todos os demais conceitos de cálculo, como por exemplo, os conceitos de: taxa de variação instantânea, velocidade e aceleração (ANTON, 2007).
As idéias básicas do cálculo de limites foram originadas nos dois problemas geométricos, sendo eles: o problema da reta tangente a o problema da área.
No que se refere a reta tangente, pode-se dizer que esta é tangente a um círculo se o encontrar precisamente em um ponto (Figura 1a). Porém essa definição não é válida para curvas mais gerais. Tomamos como exemplo à figura 1b, neste item a reta encontra a curva exatamente uma vez, mas obviamente não consideraríamos uma reta tangente. Na figura 1c, a reta parece ser tangente a curva, porém intercepta-a mais de uma vez (ANTON, 2007).
Figura 1 – Reta tangente
Fonte: ANTON, 2007
Figura 2 – Reta secante e reta tangente
Fonte: ANTON, 2007
No que se refere à área, da mesma maneira que a noção geral de reta tangente leva ao conceito de limite, o próprio acontece como a noção geral de área. Para regiões planas, com contornos formados por linhas retas, as áreas podem ser calculadas subdividindo-se a região em retângulos ou triângulos, e somando-se as áreas das partes constituintes. Entretanto, para regiões onde o contorno é curvo, como a figura 3a, é necessária uma abordagem mais geral.
Umas dessas abordagens é aproximar a área da região com um certo número de retângulos inscritos de larguras iguais sobre a curva e somar as áreas desses retângulos (Figura 3b). A concepção sugere que se repetirmos esse processo de aproximação com cada vez mais retângulos, então eles tenderão a preencher os vazios sob a curva e a aproximação ficará cada vez mais precisa sob a curva (Figura 3c). Isso sugere que podemos definir a área sob a curva como sendo o valor limite dessas aproximações (ANTON, 2007).
Umas dessas abordagens é aproximar a área da região com um certo número de retângulos inscritos de larguras iguais sobre a curva e somar as áreas desses retângulos (Figura 3b). A concepção sugere que se repetirmos esse processo de aproximação com cada vez mais retângulos, então eles tenderão a preencher os vazios sob a curva e a aproximação ficará cada vez mais precisa sob a curva (Figura 3c). Isso sugere que podemos definir a área sob a curva como sendo o valor limite dessas aproximações (ANTON, 2007).
Figura 3 – Aproximação da área através de retângulos
Fonte: ANTON, 2007
REFERÊNCIAS
ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen L.. Cálculo 1. 8. ed. PORTO ALEGRE: Bookman, 2007. 581p.
Publicado por: Jéssica Inácio de Sousa.



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