A determinação da inversa de
uma função fundamentou-se na resolução da equação y = f(x) para x como
função de y. Porém, essa metodologia
pode falhar por dois motivos: a função f
pode não ter uma inversa, ou tem uma inversa mas a equação y = f(x) não pode ser resolvida explicitamente para x como função de y. Para tanto, é necessário sugerir formas que garantam a
existência de uma inversa, mesmo se não for possível encontrá-la explicitamente (ANTON, 2007).
Se uma função f tem uma inversa, então ela deve relacionar
com saídas distintas a entradas distintas. Por exemplo, a função f(x)= x2 não pode ter uma
inversa porque associa o mesmo valor a x=2
e a x=-2, a saber, f(2) = f(-2) = 4. Assim, se f(x)= x2 tivesse uma inversa,
então a equação f(2) = 4 implicaria que
f-1(4) = 2 e a equação f(-2) =
4 implicaria que f-1(4) =
-2. Porém, isso é impossível, porque f-1(4)
não pode ter dois valores diferentes. Outra maneira de ver que f(x)= x2 não tem inversa é
tentar encontrar uma inversa resolvendo a equação y= x2 para x como
função de y. Em seguida, nos deparamos
com a equação x=+/-(x)1/2,
que não expressa x como uma função
bem definida de y (ANTON, 2007).
Uma função que associa saídas
distintas a entradas distintas é denominada injetora ou invertível.
Por isso, se uma função tem uma inversa, então ela deve ser injetora. O inverso
também é verdadeiro, conforme o teorema: “Uma função tem uma inversa se, e
somente se, f é injetora” (ANTON, 2007).
REFERÊNCIA
ANTON,
Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen L.. Cálculo 1. 8.ed. PORTO ALEGRE: Bookman, 2007. 581p.
By Jéssica Inácio de Sousa
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