A
velocidade pode ser vista como uma taxa de variação, mais precisamente, a taxa
de variação da posição em relação ao tempo. As taxas de variação também ocorrem
em outras aplicações, como por exemplo: um biólogo pode estar interessado na
taxa com que a quantidade de bactérias de uma colônia muda com o tempo, um
engenheiro pode estar interessado na taxa com que o comprimento de um cano de
metal muda com a temperatura, um economista pode estar interessado na taxa com
que os custos de produção mudam com a quantidade do produto que está sendo
produzido, um médico pode estar interessado na taxa com que o raio de uma
artéria muda com a concentração de álcool na corrente sanguínea (ANTON, 2007).
Em
problemas aplicados, as taxas de variação média e instantânea devem ser
acompanhadas de unidades apropriadas. Em geral, as unidades de uma taxa de
variação em y em relação à x são obtidas dividindo-se as unidades de y pelas
unidades de x e, então, simplificando-se pelas regras usuais da Álgebra.
Seguem-se alguns exemplos: se y estiver em graus Celsius (°C) e x em
centímetros (cm), então a unidade da taxa de variação de y em relação à x será
graus Celsius por centímetro (°C/cm), se y estiver em metros por segundo (m/s)
e x em segundos (s), então a unidade da taxa de variação em y em relação à x
será metros por segundo por segundo (m/s/s), o que é usualmente notado por m/s2,
se y estiver em metros-quilos (m.kg) e x em horas (h), então a unidade da taxa
de variação de y em relação à x será metro - quilos por hora (m.kg/h) (ANTON,
2007).
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANTON, Howard; BIVENS, Irl; DAVIS, Stephen L.. Cálculo
1. 8.ed. PORTO ALEGRE: Bookman, 2007. 581p.
By Jéssica Inácio de Sousa
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